CMC: Manifesto contra sessões sem jornalistas

A adesão a um “Manifesto anti-silêncio na Câmara de Coimbra” está a ser dinamizada pelo ex-vereador João Silva (PS), disse ao “Campeão” um subscritor do documento.
Embora tenha sido imediatamente impossível falar com o antigo autarca, o nosso Jornal apurou que as pessoas interessadas em subscrever o documento podem aderir à iniciativa através dos endereços de correio electrónico Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar e Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

O abaixo-assinado, em prol da “transparência autárquica” em Coimbra, pugna presença de jornalistas nas sessões da Câmara Municipal (CMC).

Na primeira reunião da edilidade no presente mandato, sob proposta de Carlos Encarnação (PSD), foi decidido vedar o acesso de jornalistas a uma de cada duas sessões mensais. A medida foi aprovada com os votos dos edis da coligação “Por Coimbra”; Álvaro Maia Seco e António Vilhena (PS) abstiveram-se, o socialista Carlos Cidade e Francisco Queirós (CDU) votaram contra.

“Calar vereadores e silenciar a comunicação social é um acto de medo e de censura numa cidade onde se canta liberdade”, proclama o manifesto.

Os signatários reclamam “continuar a saber como decidem os eleitos locais (...) e não aceitam o esbulho a esse direito”.

“Ocultar a face sobre a forma como as decisões são tomadas, em nome dos munícipes, é renegar todo um passado de abertura e transparência, constituindo um inaceitável comportamento político redutor da qualidade da democracia e indutor da suspeição e da desconfiança”, adverte o documento.

Helena Freitas, membro da Assembleia Municipal de Coimbra (eleita pelo PS como independente), declarou ao “Campeão” tratar-se de uma “medida incompreensível ao traduzir uma mudança de atitude sem explicação plausível”.

A medida, adoptada a 10 de Novembro [de 2009], põe termo a um período de 30 anos de liberdade de acesso dos jornalistas às sessões da CMC.

“Há que privilegiar a transparência da gestão camarária”, defende a autarca.

A socialista Teresa Alegre, ex-deputada à Assembleia da República e outrora autarca, aludiu, hoje, no Diário de Coimbra, a quem se incomoda com o jornalismo e os jornalistas, tendo lamentado as abstenções de Álvaro Maia Seco e António Vilhena.

“Quem se entrega a funções políticas tem de prestar contas públicas e estar disponível para o retrato da transparência dos seus actos, das suas palavras e das suas propostas”, acentua a ex-vereadora.

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